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FEMA Gallery – Rio de Janeiro, 2026
FEMA Gallery – Rio de Janeiro, 2026
Uma casa no Horto. Paredes que guardam o silêncio de quem ainda não chegou e a promessa de tudo o que está por vir.
A FEMALUMA abre suas portas no Rio de Janeiro com uma exposição que não separa passado e presente. Antes, os dobra um sobre o outro, como Amilcar de Castro dobrava o ferro: com precisão, força e a convicção de que, na tensão entre os planos, reside uma das formas mais vivas da arte.
Nos primeiros ambientes da casa, os artistas do programa da galeria — Suzana Queiroga, Marcelo Lamarca, Joana Tubal, Frida Baranek, Rebeca Sellitti, Famakan Magassa e Ana Coutinho — apresentam trabalhos que investigam o corpo, a matéria, a memória e o sagrado. São oito vozes que falam do tempo que habitamos. E entre elas ecoa uma presença particularmente significativa nesta cidade: a de artistas que continuam a reinventar o modo como vemos e habitamos o mundo.
Nos espaços seguintes, obras do mercado secundário constroem o contexto histórico que sustenta essas vozes contemporâneas. Tomie Ohtake em sua fase mais madura da abstração, com uma ora icônica de 1968, em um diálogo com Amilcar de Castro e sua dobra geométrica transformada em gesto radical. Rubem Valentim e sua geometria encantada, onde o rigor formal se encontra com a força simbólica dos orixás. Antonio Bandeira e o lirismo da abstração que atravessou fronteiras.
A figuração brasileira se desdobra em três universos igualmente potentes. Glauco Rodrigues e seu tropicalismo crítico, no qual o carnaval, a paisagem e os mitos nacionais aparecem atravessados por ironia e afeto. Chico da Silva e sua inocência em cores. De outro, Genaro de Carvalho, pioneiro de uma visualidade exuberante que transformou a flora, a fauna e a figura feminina em símbolos de uma brasilidade ao mesmo tempo popular, sofisticada e profundamente original.
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